Não passou

Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.
Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão –
a tua mão, nossas mãos
–rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?
Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.
Autor: Carlos Drummond de Andrade
2 comentários:
Há já muito que não faço estas viagens. Por aqui, o espaço de troca em que nos situamos. O espaço em que aprendemos, apreendendo uns dos outros, o que podemos pelo poder que as palavras encerram.
Aqui, por ti, os poetas falam-nos das Ilhas, do Amor, da Vida, das Crianças, das Flores, da Humildade e da Força com que jogamos a Vida para a frente.
Aqui, por ti, os poemas têm o poder de não deixar morrer as palavras.
Um beijo
Bom fim de semana
E…aconteceu o jantar da comunidade blogueira.
Telefono e encontro-os ali na esquina
Apresentações, trocas de palavras
Confessionário do Dilbert, FairyFolk,
Choninha e marido.
Frio, muito frio, convida:entra no carro
Esperamos…
mais um telefonema
Todos querem saber como lá chegar
Todos ansiamos pelo encontro
Uns já lá sentados à mesa enorme
Esperando e questionando-se:
Quem são os novos bloguistas?
Da curiosidade fez-se realidade
...continuação lá no kalinka.
Beijos e abraços.
Enviar um comentário